Quando falamos em freios do carro, pode-se ter a idéia de algo simples, afinal basta apertar o pedal do automóvel e tudo estará resolvido. Porém, para tocar nesse assunto, primeiramente, precisamos entender os princípios de funcionamento.
O freio de um carro funciona em razão do atrito de alguns componentes. Dentre eles, estão a parte fixa na estrutura do veículo e a parte móvel que gira com as rodas. O atrito resultante do contato dessas peças gera uma força cujo calor – que dissipa no ar – se converte em energia mecânica e imobiliza o carro.
Um dos primeiros homens a se preocupar com o tema “como parar uma roda” foi o inglês Frederick Lanchester. Esse engenheiro idealizou o freio a disco no ano de 1902, mas na época não obteve resultados. Naquele momento todos os veículos utilizavam o freio do tipo tambor. Seu mecanismo só voltou à cena durante a Segunda Guerra Mundial, quando foi empregado em aeronaves. Esse sistema acabou migrando para os automóveis e foi para a linha de produção em 1960.
Desde então, o freio a disco veio ganhando espaço entre os veículos terrestres (inclusive nas motocicletas), já que apresenta resultados bem melhores que o freio a tambor – isso porque o disco dissipa mais rapidamente o calor provocado pela frenagem, reduzindo a velocidade com mais eficiência.
Apesar disso, o freio a disco ainda é considerado equipamento de luxo – a maioria dos automóveis possui o sistema apenas nas rodas dianteiras, já que o custo de produção é mais elevado.
Voltando ao princípio de funcionamento dos freios hidráulicos dos carros: a força aplicada em um determinado ponto é transmitida a outro por intermédio de um fluido incompressível (óleo de freio) através da tubulaçã do sistema.



